Que tal se casar com seu iPhone?
Da última vez que conversamos sobre união entre tecnologia e seres humanos, quase nasceram pequenos ciborgues, mas a questão é que o ser humano está ficando muito confuso com tanta tecnologia em volta. Veja só o que li hoje no IDG Now:
Estudo revela ainda Halle Berry, Scarlett Johansson e Patrick Dempsey são considerados mais sexy que o iPhone.
Aparentemente algo óbvio certo? Mas por que se fazer essa comparação? Por favor! Alguém aqui acha o iPhone mais sexy do que a Scarlett Johansson? Em todo caso, imaginem um iPhone entre os lábios dela, caso ela por si só não for sexy o bastante.
Além dessa comparação estranha, o mesmo artigo cita uma pesquisa em que boa parte dos entrevistados colocariam implantes cibernéticos para acessar internet ou rastrear seus filhos. Alguém se lembra do filme Violação de Privacidade? Espero que esses queridos filhos não se revoltem depois como os personagens do filme.
Eu gosto muito de tecnologia, é serio. Mas isso já está começando a me dar medo.
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26/10/2007, enviado por Fred Banionis
Nascerão cyborgues em breve, diz pesquisador
Semana passada li um artigo no mínimo curioso, onde um pesquisador defende uma tese de que em alguns poucos anos, robôs se tornarão tão comuns em nossas vidas que poderão ser nossos parceiros de atividades, amantes e até maridos e esposas.
Ok, tudo muito bonito, bem Romeu e Julieta talvez, porém ninguém parou pra pensar em uma coisa: Se eu me caso com uma robô, tudo legalmente, no papel e na igreja (aliás, religiões permitirão esse tipo de coisa??) como é que teremos um filho?!
Pense bem, eu poderia muito bem pegar uma mulher qualquer e ter um filho com ela, mas isso seria traição. Meu filho teria que vir da robô. Inseminação artificial, talvez? Tá, mas aí teria os meus genes e os de alguma desconhecida. Não teria como ninguém dizer “Ah, que bonitinho, ele tem o mesmo nariz da mãe!” a menos é claro que façamos um implante biônico na criança.
Esse pesquisador pode ter conseguido seu PhD através dessa tese, mas ainda acho isso muito inviável vendo pelo ponto de vista da perpetuação da espécie. A menos que nossa tecnologia evolua ao ponto do filme O homem bicentenário, não teria a mínima possibilidade de se obter casamentos entre robôs e humanos de forma saudável, não para os indivíduos em questão mas sim para a espécie humana.
É crianças, durmam tranquilas, pois por enquanto seus pais não terão um processador no lugar no coração.
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22/10/2007, enviado por Fred Banionis
Essa tecnologia é de morrer!
Essa eu realmente não entendi. Me diga o que um morto vai fazer com rede sem fio?
A desculpa dos administradores do cemitério Paducah, em Kentucky é que devido a grande quantidade de pessoas famosas enterradas lá, seria interessante explorar as lápides via wi-fi com biografias, etc. visando aumentar o turismo local (?) mas sinceramente, não consegui ainda ver utilidade nisso.
O que esse pessoal está esperando? Que todo mundo vá ao cemitério com um laptop, PDA ou smartphone e que fiquem navegando na sua rede atrás de informações? Até onde eu sei, povo vai em cemitério deixar flores e se lamentar, e não procurar festa, a não ser talvez em cemitérios ciganos.
Enfim, se querem aumentar o turismo de um cemitério, comece deixando de lado o cemitério e mudando pra um museu, depois disso, folhetinhos explicativos ou telas de LCD espalhadas pelo local seriam mais úteis.
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18/10/2007, enviado por Fred Banionis
Zero ponto qualquer-coisa BETA
Esse final de semana meu e-mail do Yahoo! “perdeu” o status de Beta. Isso porque já faz aproximadamente um mês que foi noticiado a versão final da nova plataforma de e-mail.
Lembro-me que há alguns anos, Beta era versão escondida a sete chaves, pra conseguir uma conta Beta de qualquer coisa, precisava se provar digno. Ter conhecimentos na área e se comprometer a prestar os feedbacks, ou seja, ajudar mesmo na produção do software em questão.
Até que veio o Google e transformou o Beta em moda/jogada de marketing “Atenção! Você está utilizando um software em fase de testes, não nos responsabilizamos por qualquer perda causada devido a erros no software.” e pronto! Cá está a tática. Abrimos a versão Beta pra todos testarem, temos um site em versão Beta por vários anos seguidos, e se der problema, ninguém mandou usar algo que ainda está em testes!
Seria a mesma coisa que comprar um carro protótipo. Se ele se esfarelar na pista, problema é seu, estava testando ele para aperfeiçoá-lo, pelo menos descobrimos um defeito novo.
No mundo do Código Aberto isso também acontece de certa forma. Desde que comecei a ter interesse por Linux (isso mais ou menos desde 1997) que utilizo o K3B, gravador de CDs e DVDs. Naquela época estava na versão Zero ponto qualquer-coisa. A versão 1.0 saiu a poucos meses. Aproximadamente 10 anos para sair uma versão final.
Agora com todo mundo adotando essa técnica de tercerizar a culpa por defeitos, pelo menos essa estratégia deixou de ser Beta e passa a ser um Marketing 1.0 Final, ou talvez ainda seja um Release Candidate??
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16/10/2007, enviado por Fred Banionis
Por que aqui não é assim?
Eu não sou da época em que os militares governavam o Brasil, mas apesar do tanto que ouço falar sobre como o governo era autoritário, ainda acho que daquela forma as coisas deviam funcionar melhor que hoje.
Eu considero o Brasil uma terra de ninguém, onde cada um faz o que bem quiser, pois as leis daqui são apenas “pra inglês ver”. Cheios de contradição, nossos códigos de leis deixam brechas pra entendimentos vários, fazendo com que a escolha da lei certa a qual se apoiar, pode colocar o mais violento assassino como uma vítima. Deputados sem vergonha ficam impunes e voltam ao governo com o sorriso estampado no rosto. Como já dizia Mazzaropi, aqui quem grita primeiro tem a razão.
Já na China a coisa é diferente. Uma senhora de 50 anos foi presa (por 10 dias) simplesmente por espalhar um hoax, um boato, via e-mail e propagar mais uma daquelas correntes do tipo “Envie esse e-mail a seus amigos para conscientizar o povo”.
Alguns irão dizer “Nossa! Mas isso é punição de mais, estão pegando pesado!”, mas eu vejo de outra forma: Se dermos exemplo do que pode acontecer quando se perturba o próximo, é possível instruir um pouco o povo. E a única coisa que o Brasil tem são maus exemplos. Já passou da hora de termos esse tipo de situação por aqui e adestrar esses cãezinhos chamados povo. Mas não se esqueça, isso também vale para os políticos cachorros que temos!
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10/10/2007, enviado por Fred Banionis




