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Arquivo sobre ‘Psicologia’

Sem sentimento não há música

Joti SidhuAlém de escrever artigos aqui, no Digital Drops, Geekland Inc. e TNow e de trabalhar como consultor de redes, também trabalho com televisão, filmando, editando e produzindo vídeos. Esse final de semana, o renomado DJ inglês Joti Sidhu estava aqui em Ribeirão Preto e juntamente com a equipe do programa Mansão TV, com o qual trabalho, cobrimos a festa onde ele tocou e gravamos uma entrevista com o mesmo.
Após o término da entrevista, tomei a liberdade de fazer algumas perguntas extras para Joti e como recentemente ouvi falar bastante de um tal de Livecoding, resolvi perguntar a ele a respeito. A conversa foi mais ou menos assim:

Eu: Joti, você já ouviu falar de Livecoding?
Joti: Não, o que é isso?
Eu: É uma nova forma de música, onde utilizando um computador os DJ’s desenvolvem música digitando linhas de comando.
Joti: Linhas de comando? Como no DOS?
Eu: Sim, exatamente!
Joti: Mas o que eles fazem?
Eu: Eles fazem música!
Joti: Isso é idiota. Com os olhos fixos na tela, digitando e digitando, essas pessoas não sentem o que estão fazendo, são como máquinas apenas digitando, sem sentimento. Eles não fazem música, pois sem sentimento, não há música.

Me dei por satisfeito com a resposta dele. Depois dessa, creio que não procurei mais a respeito de Livecoding, pois no fim das contas, o homem está certo.

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terça-feira, junho 26th, 2007

Bem vindo ao deserto do real

Morpheus

Essa frase dita em 1999 pelo personagem Morpheus em Matrix é algo que me faz lembrar o mundo de hoje, quando a sigla SL deixou de fazer mensão a Software Livre e passou a ser sinônimo de Second Life. Quando assisti Matrix pela primeira vez, nunca imaginei que os seres humanos caíriam nas “garras” das máquinas por livre e espontânea vontade como estão fazendo. Second Life é uma versão barata de Matrix: Um mundo virtual onde as pessoas vivem situações mundanas, e nada mais do que isso, porém não tão real quanto no filme dos irmãos Wachowski.
Nunca dei nada para esse “jogo” acreditando que não passaria de uma versão online de The Sims e que ninguém normal gastaria mais de 5 minutos nele, porém não é o que cada dia mais empresas tem demonstrado. Nokia distribuindo réplicas de seus telefones, TAM realizando vôos no jogo, Volkswagen fazendo testdrive de carros por lá, IBM com centro de treinamento e muitos outros casos. Agora bancos estão querendo funcionar nesse mundo online e fazer empréstimos do Linden Dolar (ou seja lá como chama)! E veja só o que li em uma entrevista com Marcos Caetano, diretor de comunicações do Unibanco:

“Eu não me importo de emprestar dinheiro a melancias, tigres e magos, desde que eles tenham um bom nome na praça.”

Alguém pode me explicar o que se passa? Está o mundo real se tornando tão deserto a ponto das pessoas resolverem viver suas vidinhas banais dentro de um simulador? Se continuar assim, teremos uma versão de Third Life dentro do Second Life assim que esse se tornar deserto. Sinto saudades de quando as pessoas viviam sua First Life.

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quarta-feira, junho 20th, 2007

Falta calor humano

AbraçoSaudades. Eu sinto saudades. Esse artigo é justamente sobre isso.
Há alguns dias o Karlisson escreveu uma tirinha que me fez pensar, e recentemente escreveu mais uma no mesmo clima. Esse final de semana eu pensei a respeito disso. Tenho em minha lista de contatos no kopete, aproximadamente 300 contatos, se excluirmos a parcela deles que moram distante, sobram uns 200. Quantos desses eu vejo de verdade, olho no olho? Analizei isso e conclui que vejo em média um desses contatos por semana, na melhor situação!
Sexta-feira a noite, dirigindo por toda a cidade sem um rumo definido após cumprir a minha cota acima, me dei conta de que ninguém conhecido se encontrava pelos bares da cidade. Como é possível se conhecer tanta gente mas não os ver? É como se a tecnologia estivesse corroendo as pessoas por dentro e os tranformando em máquinas, frias e insensíveis, incapazes de viver em uma sociedade.
Eu sinto saudades. Saudades de um olhar, ver um sorriso quando se conta uma piada, comentar o mau cheiro de um amigo, ou o belo perfume de uma garota, ver braços gesticulando enquanto conversa, diferentes tonalidades de voz em uma mesma frase, saudades de um abraço. Sinto falta do calor humano.

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segunda-feira, junho 4th, 2007

O que realmente para a evolução

Vitrine quebrada

Para aqueles que sabem o que é a filosofia do Software Livre e sabe o verdadeiro significado da expressão Comunidade, essa matéria pode ser chocante.
Recentemente encontrei um artigo em um blog, o qual me deixou muito chateado. Todos nós sabemos que em todos os lugares existem boas pessoas e más pessoas, e que muitas vezes deixamos de progredir devido a essa porção má que existe. Porém antes de contar o fato, quero deixar bem claro o que já disse antes: em todos os lugares existem boas pessoas e más pessoas. Não julguem um usuário de uma determinada distribuição pelos atos estúpidos, preconceituosos e infantis desses moleques. A verdadeira essência do Linux, o que faz o software livre realmente livre é a Comunidade, ou seja, trabalhar em equipe.

O relato:
Um grupo de vândalos que se alto intitularam Slackers criaram em seu site um artigo no qual eles exibem gloriosamente a destruição de um cd de instalação do Ubuntu Linux enquanto criticam e humilham qualquer distribuição que seja baseada em Debian. Tudo isso se julgando mais espertos que os demais, pelo fato mais imbecil do mundo: Debian é fácil, Slackware é dificil.
O interessante são as contradições que podem ser vistas nas fotos, como uma máquina rodando Windows (se ele gosta de coisas dificeis e se julga o tal por isso, porque usaria Windows?) ou um livro de matemática da 5ª série (o que só pode significar que é um moleque, ou que reprovou diversos anos).

Quero deixar aqui uma lição a todos os meus leitores, não sejam tão mente fechada quanto esses vândalos, aprendam a viver em comunidade, pacificamente, respeitando as opiniões e preferências alheias, pois o ser humano é único, ninguém tem as mesmas preferencias a ponto de serem idênticos, nem mesmo irmãos gêmeos são iguais, portanto, respeito e compreensão é extremamente importante para se viver em comunidade. Pois no fundo, esses nazistas, realmente são Slackers, no sentido mais popular da palavra.

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quarta-feira, maio 30th, 2007

E a liberdade de expressão?

Segundo matéria postada ontém (25/04/07) no IDGNow:

O pastor de uma igreja cristã do Estado do Kansas, Will Bowen, criou uma campanha chamada “A Complaint Free World”, que estimula as pessoas a não reclamarem, criticarem ou serem sarcásticas durante um período de 21 dias. Para divulgar sua idéia, construiu um site, onde seguidores podem pedir as pulseiras da campanha.

Sei que foge um pouco do assunto de meu blog, mas convenhamos, alguém com uma proposta dessas quer o que? Criar uma nação de boçais conformistas? Talvez a ideia do pastor tenha sido criar uma atmosfera otimista “Se todos deixarem de reclamar e criticar, seríamos mais otimistas” mas se esqueceu de que, reclamar e criticar são nossas maiores armas de expressão. Se algo não está “nos conformes” então reclamamos, se algo precisa ser revisto, criticamos. “Quem cala, consente”, como diz o ditado. Agora pense: No Brasil, um país tão próspero, de políticos íntegros, sem corrupção, sem bandidagem, onde todos são autênticos e amigos, não seria o máximo se ficarmos todos de boquinhas caladas ao invés de “reclamar de boca cheia”?

PS: Sim, isso foi sarcástico, apenas com o intuito de ir contra nosso caro pastor “formador de opiniões”.

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quinta-feira, abril 26th, 2007