64 Bits, um presente distante
Conforme disse no artigo anterior, recentemente atualizei meu já obsoleto Athlon XP 2000+ por um sistema de 64 Bits, um Athlon64 X2 3800+.
Após montado e testado, chegou a hora de preparar os softwares que iriam rodar nessa nova máquina. Baixei uma ISO do Debian Etch AMD64 em DVD, queimei e mãos a obra. Toda a instalação do sistema básico aconteceu sem problemas. A complicação começou quando comecei a adicionar meus antigos repositórios, onde é possível instalar as aplicações Google, codecs win32, o não-emulador Wine, gravadores de DVD como o K9Copy, entre outras coisas. Boa parte desses repositórios não tem pacotes para 64 Bits, os que tem, não completam as dependências.
Depois, durante a instalação do sistema da Microsoft (me condene quem quiser, porém ainda necessito dele para edição de vídeo, nenhum software livre conseguiu ainda trabalhar como o “todo poderoso” da Adobe) vários de meus softwares também apresentaram dificuldades durante a instalação e a maioria deles, continuou sendo versões de 32 Bits, porém rodando através de emulação. Não faço a menor idéia de como isso funciona, mas há uma divisão na instalação dos softwares de 64 e 32 bits, sendo que a maioria deles, ficou no “time” de 32 bits.
Mas porque dessa história toda? Me corrijam se eu estiver errado, mas desde os anos 60 que temos processadores de 64 Bits rodando em super computadores e desde os 90 desktops e servidores com esses processadores. Em 2003 houve uma reviravolta nos 64 Bits, e hoje qualquer barraca de feira os tem a venda. Agora a grande pergunta: Com todo esse tempo e ainda não temos softwares compatíveis?? De quem é a falha aqui, do consumidor que não sabe o potencial de sua máquina ou não da mínima para a quantos bits trabalha o software, ou dos desenvolvedores que não estão nem aí para os seus clientes, e os deixam às cegas comprando produtos que subutilizam suas máquinas?
Algo está errado e precisa mudar.
Compare Preços de: Games, PS2, PS3, Nintendo, Wii, iPod no JáCotei.





9/07/2007 as 16:03
Enquanto continuarem a vender processadores e a fazer programas 32bits nada vai mudar. A Microsoft disse que seu próximo SO vai ser somente 64bits vamos ver se acontece alguma coisa.
Eu também tenho um Athlon64, mas só uso programas de 32bits.
10/07/2007 as 16:12
Usuários Linux utilizando sistemas de 32 bits em máquinas de 64 bits, por comodidade de instalações, e deixando de fornecer soluções, reportar problemas com a arquitetura 64 bits, estão, IMHO, contribuindo para diminuir a diferença para a Microsoft.
Se o Debian Etch não fornece pacote, ou os desenvolvedores voluntários também não, compile o pacote no seu micro e distribua os pacotes. Os binários proprietários rodam em 64 bits (eu uso o Google Earth, o Google desktop, Skype, Flash, por exemplo).
10/07/2007 as 17:59
Excelente dica Thadeu. Dica essa que assim que tiver um tempo disponível, irei colocar em prática e o Google Desktop será um dos primeiros que tentarei compilar através do binários. Assim que tiver resultados poderei colocar os .deb para download aqui mesmo, ou quem sabe até mesmo fornecê-los para o Google!
12/07/2007 as 0:35
Acho que a questão seja demanda, ainda não necessitamos de fato de processadores 64 bits.
Mas se quando você vê uma loja anunciando: “PC com processador 64bits”… a idéia de superioridade de processamento atrai muito os futuros compradores, mesmo que eles só façam uso do Office, enfim, acredito que a produção de CPU’s 64 bits foi mais por uma jogada de marketing(principalmente da AMD, que ganhou muito em cima disso) que por necessidade.